Fala-me de música

Exposição de Instrumentos de Cordas na Casa da Música

Alaúde

Com origem na cultura árabe, o alaúde é um cordofone dedilhado, periforme, do qual há referências já na Espanha do séc. XIII.
Uma transformação profunda durante os séculos seguintes condu-lo à forma que hoje lhe conhecemos, já desde o séc. XVI, tendo evoluído das quatro ordens originais até às doze.
O alaúde renascentista é caracterizado por um cavalete colado ao tampo, uma cabeça com cravelhas laterais e inclinada atrás, quase noventa graus relativamente ao braço.
Revestido por uma escala rente ao tampo, que exibe uma rosácea, o braço tem atados trastos móveis, em tripa, cujo posicionamento é tarefa árdua do tocador.
Na segunda metade do século XVI, surgem dois novos cordofones conhecidos como arquialaúdes, de braços mais longos do que os do seu antecessor e com duas cabeças, permitindo armar maior número de cordas graves, parte delas pisadas e outras livres (designadas bordões): a teorba e o chitarrone (instrumento italiano com catorze ordens).
Não obstante a grande projecção que teve na Europa, o alaúde acaba por cair em desuso (coincidindo o seu declínio com o início do período clássico e o desaparecimento do baixo contínuo), sendo mais tarde recuperado, sobretudo com a prática de música antiga recorrente a instrumentos da época.

Joaquim Domingos Capela (Engº)

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