Fala-me de música

Exposição de Instrumentos de Cordas na Casa da Música

O arco

O arco actual, conhecido como arco moderno, é constituído por uma vara em madeira de pau pernambuco ou pau brasil, terminada por uma cabeça; na outra extremidade ajusta-se a noz em ébano deslizante por acção dum sistema de parafuso e porca que permite esticar as crinas de rabo de cavalo, fixadas à cabeça e à noz.
O arco tem por função produzir a vibração das cordas pela fricção das crinas (polvilhadas com pó de resina apropriada) sobre as cordas.
É ele que torna possível sustentar o som dos instrumentos de forma contínua e duradoura, aproximando-se muito da capacidade da voz, o que não é possível nos instrumentos tocados com os dedos ou palheta.
Com origem longínqua e anterior à idade média, o arco apresenta neste período da história uma evolução de forma, acompanhando, aliás, as transformações dos instrumentos medievais, como a fídula, a rebeca, a lira e o crwth, usados na Europa.
No séc. XVI, o aparecimento da família das violas da gamba e da família dos violinos influencia a evolução do arco até se chegar ao arco barroco, respondendo a técnicas instrumentais mais exigentes.
Este arco é ainda ligeiramente convexo e possui uma cabeça pontiaguda, baixa e alongada.
Há referências que baptizam este arco de depois de Corelli (1653 - 1713), o qual, seguidamente, virá a ter uma forma côncava, mudança que é atribuída a Cramer (1746 - 1799).
Aperfeiçoamentos significativos pela mão do francês François Tourte (1747 - 1835) resultam no arco moderno, com diferenças ao nível do equilíbrio, a elasticidade, o comprimento total (74 cm) e o correspondente peso (60 gramas).

Joaquim Domingos Capela (Engº)

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