Fala-me de música

Exposição de Instrumentos de Cordas na Casa da Música

Cavaquinho

Cordofone de pequenas dimensões e em forma de 8, o cavaquinho é semelhante à guitarra clássica, apresentando quatro cordas em aço, atadas a um cavalete colado ao tampo e esticadas por cravelhas dorsais, de madeira (modernamente substituídas por mecanismos metálicos designados carrilhões), inseridas numa cabeça lisa, tipo espátula.
Existem dois tipos de cavaquinho com diferentes características construtivas: o minhoto e o de Lisboa.
O cavaquinho minhoto tem uma escala rasa ao nível do tampo, doze trastos metálicos e uma abertura no tampo conhecida como “boca de raia”.
O de Lisboa tem a escala saliente com dezassete trastos, estendida até à boca, que apresenta forma redonda.
Muito usado na prática da música popular nortenha, o cavaquinho minhoto é tocado em “rasgado”, técnica facilitada pelo facto de ter as cordas muito baixas, quase rentes ao tampo.
Pelo contrário, o cavaquinho de Lisboa tem as cordas muito acima do tampo, o que permite praticar a técnica do “ponteado”, através da palheta ou da unha do polegar da mão direita.
Desconhece-se a origem do cavaquinho, mas já no séc. XVII se construíam instrumentos desta espécie, como é referido no “regimento” para o ofício de violeiro - Guimarães, 1719.
Naturalmente este instrumento espalha-se por todo o país e chega à Ilha da Madeira, onde é baptizado como Braguinha ou Machete e é construído com características próximas do modelo de Lisboa, sendo esta braguinha levada por emigrantes madeirenses para Honolulu (Hawai), em 1879.
Os nativos baptizam o instrumento de Ukulele (pulga saltitante), ilustrando o movimento da palheta, e a sua rápida popularidade leva ao aparecimento de violeiros madeirenses nas Ilhas do Hawai.

Joaquim Domingos Capela (Engº)

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