Fala-me de música

Exposição de Instrumentos de Cordas na Casa da Música

Gerais

Os instrumentos musicais podem ser divididos em vários grupos, de acordo com diferentes classificações que obedecem a princípios diversos.
A presente exposição centra-se no grupo dos cordofones (instrumentos de cordas), exibindo exemplares do grupo dos dedilhados (em que a vibração das cordas é provocada pela acção dos dedos, ou da palheta), e do grupo dos friccionados (em que a vibração das cordas é provocada pela acção do arco).
Todos estes cordofones são basicamente formados por uma caixa harmónica
associada a um braço e uma cabeça, com os objectivos de amplificar o som produzido pela vibração das cordas e resistir às forças produzidas pelas mesmas.
A corda rege-se por uma lei da acústica (lei das cordas), atribuída ao monge parisiense Marin Mersenne (autor da “Harmonie Universelle”, de 1636), que enuncia que a frequência de vibração (medida em ciclos por segundo = Hertz) é proporcional à raiz quadrada da força e inversamente proporcional ao comprimento, ao diâmetro e à raiz quadrada da massa específica. Esta lei, conjuntamente com a escala cromática supostamente “igualmente temperada” - permite calcular as distâncias dos trastos ao travessão do cavalete dos cordofones dedilhados e, assim, obter uma afinação perfeita, tarefa da responsabilidade do violeiro. Pelo contrário, com excepção das violas de gamba com trastos móveis de tripa, a afinação dos cordofones de arco é da responsabilidade do instrumentista (dificuldade acrescida na execução destes instrumentos).
A madeira é a principal matéria-prima utilizada na construção dos ordofones, utilizando-se, dum modo geral, as espécies ácer, pinho dos Alpes, pau-santo, ébano, buxo e cedro brasileiro, entre outras. No fabrico dos arcos é frequente o uso do pau-Brasil ou do Pernambuco.
Para obter placas de madeira com a máxima beleza e estabilidade, a serragem dos troncos das árvores deve ser feita radialmente.
Uma vez acabados “em branco”, os cordofones são protegidos por camadas de verniz para preservar as madeiras da humidade e das sujidades e, ao mesmo tempo, conferir maior beleza ao instrumento. Tradicionalmente os vernizes são feitos à base de álcool, de essência de terebintina ou de óleo de linhaça, adicionando-se a estes solventes resinas como mástique em lágrimas, sandaraca, goma-laca, copal de Congo, copal kauri, dammar, elemi e benjoim, entre outros, e, por vezes, acrescentando-se ainda essências de alecrim e de rosmaninho.
Para colorir os vernizes, usa-se sangue-dragão, ratânia, santal, goma-guta, curcuma, rubia tinctoris, aloés, entre outros. Utiliza-se ainda vernizes como o chamado “francês” e o de poliuretano, embora sejam de menor qualidade.

Joaquim Domingos Capela (Engº)

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