Fala-me de música

Exposição de Instrumentos de Cordas na Casa da Música

Rebeca

Pequeno cordofone de arco com forma de pêra alongada, a rebeca é construída dum só bloco de madeira, incorporando uma caixa cavada, o braço e a cabeça.
Do tipo da do violino, a cabeça da rebeca termina, por vezes, com figuras femininas ou de animais.
A caixa é tapada por um tampo colado, com duas aberturas simétricas em forma de "C".
A escala, de comprimento reduzido e quase plana, é independente e, colada ao braço.
A rebeca é armada com três cordas de tripa afinadas em intervalos de quinta e atadas ao estandarte que, através duma amarra, abraça uma saliência tipo umbigo, localizado no fundo da caixa.
A rebeca referida nas Cantigas de Sta Maria de Afonso X, o Sábio, séc. XIII, terá sido introduzida na Europa pelos árabes no séc. VIII, com o nome de Rebab.
Este instrumento terá sofrido profundas adaptações até chegar à rebeca do início do período renascentista, aceite no seio musical da época.
A rebeca do séc. XV alcança notável implantação em toda a Europa, sendo tocada nas cortes e casas senhoriais.
Contudo, ainda no séc. XVI tenderá a decair, devido ao aparecimento das violas da gamba e dos violinos, que se afirmam como instrumentos de maior qualidade, aspecto acarinhado pela alta classe musical.
A rebeca não é jamais instrumento das orquestras reais, permanecendo no âmbito dos músicos populares.
Em Paris, por decreto de 1628, é mesmo proibido tocar rebeca em toda a parte, excepto nas tabernas e em "lugares obscuros".
Sobrevivem apenas pequenos instrumentos semelhantes à rebeca, que eram tocados por mestres de dança e que, pelo facto de ser possível transportá-los no bolso, eram conhecidos como "Pochettes".

Joaquim Domingos Capela (Engº)

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