Fala-me de música

Músicos célebres

António Carlos Gomes

Em Campinas, S. Paulo, Brasil, chegou ao mundo em 11 de Julho de 1836. O pai era músico e professor de piano, violino, canto e órgão, além de mestre-de-banda. Precocemente revelou pendores para a música e já aos dez anos integrava a Banda Marcial.
Aos dezoito anos produziu as primeiras composições: valsas, mazurcas, romanzas e uma missa. Cinco anos mais tarde compôs uma cantata, que lhe valeu uma medalha de ouro, concedida por D. Pedro II, grande incentivador das artes e da música. No ano imediato compôs outra cantata, de que resultou a sua nomeação como ensaiador e regente da Orquestra da Imperial Academia de Música e Ópera Nacional.
Com a "Noite do Castelo", a sua primeira ópera, alcançou a condecoração da Ordem da Rosa. E a segunda ópera, "Joana de Flandres", foi também acolhida com muitos aplausos, concedendo-lhe, em seguida, D. Pedro II, a ajuda necessária para que fosse aperfeiçoar-se na Europa. Partiu para Milão, Itália, onde tomou aulas com Lauro Rossi, director do conservatório da cidade. Obteve aprovação nos exames finais, recebendo o diploma de maestro-compositor.
"Guarani", romance de José de Alencar, deu-lhe o argumento que precisava para expressar com música o intenso patriotismo que o inundava. A ópera com o mesmo nome teve a sua estreia em Milão, no ano de 1870, com um êxito retumbante. Por essa razão recebeu do rei de Itália o título de Cavalheiro da Ordem da Coroa.
As suas ideias eram de um puro abolicionista e entre 1888-89 deu a público a ópera "O Escravo".
Além das obras já citadas e de entre uma lista longa salientam-se mais alguns títulos principais: "Fosca", "Salvator Rosa", "Colombo", "Maria Tudor" e "Quem sabe?" (modinha).
A sua música é romântica e grandiosa. Tem um poderoso efeito de vigor, que pode ajudar as pessoas deprimidas, sem esperança, a restaurar o equilíbrio nos campos mental, emocional e físico. É reconfortante e balsâmica, aliviando a angústia.
Em 16 de Setembro de 1896, depois de ter recebido do rei D. Carlos, de Portugal, a Ordem de Santiago, desapareceu do número dos vivos, embora injustiçado pelo País que tanto amou. É que, fiel e grato a D. Pedro II, viu-se desamparado com o advento da República, sofrendo a partir daí sérias dificuldades profissionais e financeiras.

José Fernandes da Silva

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