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Músicos célebres

Duke Ellington

Duke Ellington nasceu no dia 29 de Abril de 1899, em Washington, um dos músicos mais completos neste século.
Era um concertista por excelência, um maestro invejável, um pianista fabuloso, um compositor de reconhecido mérito, autor de uma obra torrencial em quantidade (cerca de três mil peças escritas) e de uma qualidade excepcional.
A música de jazz foi a sua bandeira ao longo da vida e lhe dedicou o seu melhor, dividindo-se, de qualquer forma, por outros géneros, tendo mostrado o seu fino gosto na escolha, arranjos e direcção de obras dos grandes clássicos, como Mozart, Schubert, Bach, Brahms, Elgar, etc. A verdade é que foi vendo passar o bebop, o free, o jazz-rock e outras tendências, mas sempre certo de que nenhuma inovação iria deixá-lo antiquado, não mudando, formalmente, o seu estilo.
Apresentava sempre umas tremendas olheiras, fruto de longas vigílias voluntárias. Certamente a sua imaginação apenas lhe permitia dormir o necessário, como quem teme que o sonho lhe venha retirar alguma das preciosas ideias. Compunha a qualquer hora e em qualquer circunstância.
Há quem veja na música de Ellington a complexa crónica social dos Estados Unidos. Nesse particular, teve a delicadeza de realçar as virtudes e dissimular os defeitos dos seus compatriotas.
Ressaltamos aqui as suas obras mais importantes, quer composições da sua autoria, quer estupendas gravações que dirigiu, com trechos seus ou de outros autores: "The Blanton -Webster Band", "Black, Brwon and Beige", "The Duke.s Men" (quatro álbuns protagonizados por pequenos grupos com a colaboração dos mais ilustres solistas da orquestra), "Ellington at Newport" (1956), "Such Sweet Thunder" (1956-57), "Back to Back", "Side by Side", "The Far East Suite", "And this Mother Called him Bill", "New Orleans Suite", "The Afro-Eurasian Eclipse", "The Cosmic Scene" (1958), "Unknown Session" (1960), "The Clothed Woman", "Piano Reflections", "Piano in the Foreaground", "The Pianist".
Na opinião de Federico González "em qualquer das suas facetas, pianista, compositor ou guia conceptual - artista soberano, em resumo -, Ellington foi uma inesperada e generosa oferta caída do jazz, uma trégua na mediocridade da norma que deu razões para sonhar uma música melhor".
No dia 24 de Maio de 1974, em Nova York, Duke Ellington teve o seu derradeiro suspiro.

José Fernandes da Silva

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