Fala-me de música

Músicos célebres

Isac Albeniz

Em 9 de Maio de 1860, em Capródon (Girona, Espanha), vê a luz pela primeira vez. Teve uma existência relativamente curta, já que a morte o surpreendeu quase ao completar 49 anos, a 18 do mês de Maio de 1909, em Cambo Les Bains, França. Um retrato da adolescência revela já a intensidade da sua breve existência. Nesse retrato aparece como um rapaz gordo, de aspecto raramente maduro e cara de homem. Desde início que os seus progenitores viram nele dotes excepcionais para a música e incitam-no a ser um menino prodígio.
Com um ano apenas já gostava de correr os dedos pelo piano e interpretar melodias muito simples e, aos quatro anos, com êxito, dá o primeiro concerto no teatro Romea, em Barcelona. Depois, aos oito anos compõe a sua primeira obra musical.
A família muda-se para Madrid e conhece uma crise económica muito grave e ele, ao ver que nada podia contra o destino adverso, aos 10 anos, apanhou um comboio a caminho do Escorial, para ganhar a vida. Viajou sozinho e ofereceu-se para dar um concerto. Actuou no Teatro Carlos III, obtendo efusivos aplausos e dinheiro. Não regressou a casa, iniciando uma viagem por diversas cidades de Castela. Seguidamente aventurou-se num percurso longo que o levou a outras localidades de Espanha, da Europa e da América, desde a Argentina, Cuba, até aos Estados Unidos.
Com a restauração, sob os auspícios de Afonso XII, consegue finalmente a educação há tanto ambicionada. Fez os seus estudos em Bruxelas e percorreu a Europa em busca do grande Liszt, encontrando-o em Budapest e juntos partiram para Roma. De Liszt e de muitos outros mestres aprendeu imensas coisas, fez numerosos amigos e trocaram ideias, mas manteve a própria identidade e o seu génio em nada se alterou.
Compôs muita e excelente música: mais de quatrocentas peças para piano, quatro óperas e um sem-fim de outros géneros musicais. Leccionou durante algum tempo, mas reconheceu que a sua vida deveria ser ocupada pela composição e pelos concertos em público.
Aos vinte anos era um pianista de fama mundial, mas a saúde nunca o abonou ao longo de toda a vida.
Levou uma vida de boémio, onde nunca faltava o excesso de cognac, bebida que muito apreciava e lhe fazia esquecer muitas vezes as agruras nos momentos de infortúnio. Mas, quando conheceu a mulher que o enamorou e com quem casou ao fim de um mês de namoro, mudou por completo a forma de viver e tornou-se verdadeiramente num cavalheiro de linha e de porte nobre.
O piano foi a verdadeira paixão de Albèniz e, dedicando-se definitivamente à composição, no fim da vida brilhou como uma grande estrela do pianismo espanhol. A "Suite Ibéria" é uma série unitária de doze peças curtas, verdadeiros quadros de paisagens espanholas evocadas com nostalgia, a partir do estrangeiro.
Esta obra, qualificada como acontecimento musical mais importante, depois da sonata de Liszt, consome-lhe todas as energias, uma vez que a doença o minava sem tréguas. Surpreendido, na plenitude do seu talento, compôs febrilmente e depressa, temendo o fim breve da vida. A série ficou completa e distribuída por quatro cadernos, agrupada em trilogias, entre 1905 e 1909.
Quando a morte o surpreendeu, em 18 de Maio de 1909, encontrava-se no seu melhor momento artístico.

José Fernandes da Silva

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