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Músicos célebres

Jorge Frederico Haendel

Jorge Frederico Haendel, em Halle, no reino de Hanover, Alemanha, teve o seu berço, a 23 de Fevereiro de 1685. Embora de origem alemã é considerado um compositor inglês. Foi um grande autor de óperas em Hamburgo, em seguida viveu na Itália e, por fim, instalou-se em Londres onde trabalhou como empresário, organista e principal músico da corte.
Compôs para órgão, piano, violino e orquestra. Escreveu música muito variada e nos géneros mais diversos para a época. Todavia, onde se tornou verdadeiramente conhecido e onde, com efeito, se mostrou um grande mestre, foi na oratória, um género dramático, acompanhado por música, representando, essencialmente, cenas religiosas. São títulos de renome as oratórias: "Saul", "Israel", "Messias", "Sansão", "Sexel", "Heracles", "Besaszar", "Judas Macabeu", "José", "Joshua", "Alexandre Balus", "Theodora", "Salomão" e "Jezhta".
É considerado um dos grandes virtuosos do órgão, ao lado do seu contemporâneo João Sebastião Bach. Ambos reconstruíram, em maiores proporções, a polifonia vocal, tendo como essência a polifonia instrumental para órgãos.
A sua música, grandiosa e triunfante, é considerada a máxima realização do ideal barroco. Empolgante e estimulante, é uma música universal, construída com poderoso sentimento, acção e movimento ordenados, fundindo elementos de várias nacionalidades.
A sua composição tinha o intuito e preocupação primordial de elevar a consciência humana, no sentido da percepção do lado divino da existência.
"O Messias" - apontada por quase todos os críticos como a sua obra prima - é um documento polifónico de grande envergadura, composta em 1742. Dessa oratória faz parte o "Aleluia", que se celebrizou e que é um momento musical de rara beleza, de grande religiosidade e elevação. Haendel declara que esta obra brotou na sala onde trabalhava e que a inspiração foi tão intensa que se tornou difícil acompanhar para escrever o que ouvia. Viu a Hoste dos Anjos que imergiu nos sons dessa música, iluminados pelo Cristo. Foi para ele tão nítida a sensação de que não era sua aquela música, que nunca cobrou nada por nenhuma das apresentações de "O Messias". Destinou todos os lucros para obras de caridade.
Os ingleses consideram-no um verdadeiro ídolo da sua música clássica.
Na Abadia de Westminster encontram-se os seus restos mortais, delicadamente venerados por todos os visitantes que, numa digressão por Londres, não o esquecem.
A morte levou-o, na cidade onde repousa, a 14 de Abril de 1759.

José Fernandes da Silva

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