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Músicos célebres

Maria Callas

Maria Kalogheropulos, conhecida por Maria Callas, extraordinário soprano, filha de um casal grego emigrado, que, embora vivendo com modéstia, não tinha grandes dificuldades económicas, teve o seu berço em Nova Iorque, em 1923.
Foi muito importante para o seu futuro ter começado a aprender piano. Em 1937 os pais separam-se e ela regressa à Grécia, juntamente com a irmã e com a mãe. Entrou para o Conservatório Nacional de Atenas, somente com 15 anos. Nesse mesmo ano, ganha um prémio, que lhe é atribuído pela interpretação de "Santuzza", - "Cavalari Rusticana". Apesar de ter uma voz grave consegue atingir, brilhantemente e com facilidade, o registo agudo. Disto se apercebeu Elvira Hidalgo, famosa professora espanhola, que aconselha Maria a estudar a técnica da coloratura e a empenhar-se na disciplina do canto.
De 1942 a 1944 cumpre um contrato na Ópera de Atenas, devido a várias provas interpretativas, o que a iam consagrando. Regressa aos Estados Unidos, para viver com o pai, recebendo um convite para cantar "A Gioconda", no anfiteatro de Verona, com o maestro Túlio Serafim, que se apercebeu das enormes qualidades da artista e a havia de acompanhar ao longo de muitos anos.
Com 23 anos casa com o riquíssimo Meneghini. Pisava já e dominava os palcos dos maiores teatros líricos do mundo. Tinha-se tornado imensamente rica, muito bela e sensual. Vestia-se nos grandes costureiros e tinha um guarda-roupa deslumbrante.
Após uma fase de enorme trabalho e cansaço aceita uma viagem de duas semanas com Onassis, no seu iate "Christina" e, acabado este cruzeiro, deixou partir o marido e ficou a viver com o magnata grego durante 9 anos.
Possuía uma voz potente e moldável. As suas interpretações sempre arrastaram e encantaram as multidões. Impôs uma personalidade vocal e teatral que influenciou a sua geração. Abandonou o palco em 1965. Dos muitos papéis que interpretou no género lírico e dramático e de inúmeros compositores, destacam-se: "Norma", de Bellini; do mesmo autor "Os puritanos da Escócia", no papel de Elvira; representou o personagem de Violetta em "La Traviata", de Verdi; "Medeia", de Cherubini; "Tosca", de Puccini; "Lucia de Lammermore", de Donizetti.
Isolada, no seu apartamento de Paris, Maria Callas morreu em 1977, deixando perpetuado o eco de uma voz única, que soube transmitir, como nenhuma outra, toda a gama de emoções de que o ser humano é capaz.

José Fernandes da Silva

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